Nem tudo que você sente precisa virar decisão
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Spoiler: esse texto é sobre controlar o impulso. Meu novo corte é a prova que eu ainda tô em processo kkkkkkk

Eu sempre fui impulsiva. Não é só porque sou de Áries kkkkk e nem algo de adolescência que "ainda não superei", é uma parte de mim que existe faz tempo e que, por muito tempo, eu não sabia o que fazer com ela.
Quando eu ficava com raiva, eu queria resolver na hora. Se algo me incomodava, eu falava. Se a ansiedade batia, meu corpo inteiro pedia pra eu fazer alguma coisa , qualquer coisa, para aliviar aquele peso.
O detalhe é que passa rápido. Cinco minutos, e a intensidade já foi embora.
O problema é que, nesses cinco minutos, dá tempo de fazer um estrago. (socorroooo kkkk)
Já mandei mensagem que não devia. Respondi atravessada quando o que eu queria era só ser ouvida. Tomei decisão no impulso não porque era a melhor saída, mas porque era a única que fazia sentido naquele momento e momento de emoção alta tem uma lógica própria que não conversa muito bem com a realidade lá fora.
Com o tempo, fui entendendo uma coisa que ninguém me ensinou de forma direta: sentir não é o problema. Agir no meio do sentimento, sem parar um segundo pra respirar, é.
Hoje eu ainda sinto tudo. Raiva, ansiedade, urgência. Nada disso desapareceu e honestamente acho que nunca vai. Mas o que mudou foi o espaço entre o que eu sinto e o que eu faço com isso. As pessoas até me perguntam se realmente sou uma ariana, devido a minha "calma" no trabalho...
Nem sempre eu respondo na hora. Nem sempre eu resolvo no calor do momento. Nem sempre eu preciso falar agora.
E não é porque eu fiquei mais fria ou mais controlada no sentido de me reprimir. É porque eu fiquei mais consciente de mim mesma.
Porque quando eu paro — mesmo que seja por pouco tempo — eu começo a conseguir distinguir: isso aqui é sobre o que tá acontecendo agora, ou é sobre o que isso ativou em mim?
Antes, eu só reagia. Hoje, na maioria das vezes, eu consigo escolher.
Não que seja fácil. Não que eu acerte sempre. Mas essa diferença — entre reagir e escolher — mudou muita coisa. Não nas pessoas ao redor. Em mim.
E talvez seja isso que ninguém conta: a transformação mais importante não é a que os outros veem. É a que acontece no segundo antes de você abrir a boca.
E você, me conta como reage à vida?




Comentários